Sabe quando você acorda inspirado? Pois bem, hoje não foi esse dia pra mim. Foi um dia como os outros. Corrido. Acordei atrasado, trabalhei, almocei, trabalhei, revi contratos, fui atrás de documentos, estudei e tal. Terminei Pequenas Epifanias e chorei. Um dia normal como um dia como os outros (menos a parte do termino do o livro). Pois bem, ultimamente tenho mantido conversas extremamente empolgantes. Tipo aquelas que você provavelmente tem com pessoas mais velhas enquanto ouve uma história super empolgante de fazer os olhos brilharem. Isso tem mudado um pouco o meu dia. É engraçado - e cativante - ver o quanto as mudanças que nós mesmos devemos seguir, nos transforma em pessoas melhores - e isso com tão pouco, simplesmente pelo fato de querer ou aceitar essas mudanças. São como hábitos.

Hoje tive uma conversa maravilhosa sobre o conhecimento que nós devemos ter sobre a gente mesmo. Foi legal o jeito pelo qual eu conversava, me vi tão maduro. Dizia eu ter olhos de águia. Uma visão de mundo diferente, lá de cima. Até posso citar Paulo Freire, com todo o seu socialismo difícil de entender. Cito então: "Somente um ser que é capaz de sair do seu contexto, de 'distanciar-se' dele para ficar com ele: capaz de admirá-lo, objetivando-o, transformá-lo e, transformando-o, saber-se transformado pela sua própria criação; um ser que é e está sendo no tempo que é seu, um ser histórico, somente este é capaz, por tudo isto, de comprometer-se". As coisas começam a mudar a partir do momento em que você se aceita historicamente, quando você aceita o seu corpo, e vários etc que o próprio etc oferece. Assim como os famosos três pontinhos. São valores, sabe? Saber ouvir ajuda muito também.
Eu tinha tanta coisa pra escrever ultimamente, que tenho me perdido nas minhas próprias informações. Tenho que aprender organizar isso ainda. Os textos prometo escrever mais tarde. Amanhã, quem sabe. Tenho que viajar também. Sozinho. Falando em 'sozinho', lembrei de Caetano. Tenho que baixar mais músicas também. Lembrei também de avisar vocês que já os avisei em cima que hoje não é um dia bacana pra se escrever. Muitos avisos, muitos-muitos.Tô meio perdido nas minhas informações ainda. Parece até que tô naqueles filmes do Tim Burton. Ou uma música bem down do The xx. Pra esse texto não ficar tão perdido, vou voltar ao tema principal. Aposto que ninguém que está lendo sabe. But, falava de mudanças. Tem gente que não acredita muito nisso.

Não que não acredite em mudanças. O complicado é acreditarem em mudanças vindas de mim. Torna-se engraçado ver o marketing pessoal pelo qual as pessoas vão achando do meu eu exterior. É banal. Aliás, vocês se tornam ocos assim. O bom, é saber que o grilinho aqui, apesar de feio, surrado e vivido, ainda sabe tocar um som interior tão mais alto quanto o de uma cigarra. Talvez um dia, tão mais alto quanto os gritos incondicionais de Yoko Ono. John deve se revirar no caixão de orgulho. É uma delícia. Vocês perdem muito. Perdem em namorar-me, em serem amigos desse grilo, em deixar contagiar-se pelo som dele. É uma grande pena. Às vezes não. Essa fase de mudanças eu chamo de "entrar no casulo".
Não que sairá uma linda borboleta laranja com azul e mais umas sete cores fluorecentes. Mas o status de se observar, entrar em estado - ou status - e sair dele mais forte é tão gratificante. Por isso digo que não. Que às vezes não. Não faz falta mesmo. Existem meses que são mais difíceis, garanto a ti. Um conselho de amigo: não faça isso em fevereiro. É comprido demais. Às vezes até chove. Não garanta nada, nem espere. Só permita-se. Mostre-se pro mundo. E grite, grite muito, pequena(o) Yoko.
Por Jho Oliveira



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