Mostrando postagens com marcador reticências de anica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador reticências de anica. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Dias nublados




Já ouvi muitos dizerem gostam de dias nublados, lhe inspiram. Inspiram o que? Melancolia? Acho que sou como um girassol, necessito de sol para florescer.
Vi em um filme, que não recordo o nome, onde a mulher rega tanta sua plantinha que ela acabou morrendo afogada. Me sinto assim em dias seguidos de chuva, afogada. Claro, que sei que necessitamos de chuva e blá blá blá... Mas dias seguidos? Me entristece. As coisas perdem as cores. As pessoas se vestem conforme o clima, se chove, a maioria ta de preto, cinza ou marrom, cores que na minha opinião são tristes. Funciono com cores, quanto mais colorido mais lindo fica.
Há quem diga que dias chuvosos são reflexivos. Concordo, a chuva escorrendo pela janela me faz pensar nas lagrimas não derramadas. E o que fazer? No meu caso, choro junto com o dia lá fora. Acredito (para me sentir melhor) que muitas pessoas se sentem assim.
 O que tento fazer para não me afogar em dias assim: busco o sol, como o girassol faz, vai girando, girando até achar a luz que lhe floresça. Brinco que são meus "sóis particulares". São pessoas que iluminam meu dia. Alguns são azuis, que me deixam mais leve. Outros são vermelhos, que me irritam um pouco. Outros são verde, que me trazem vida. E o que eu mais gosto: os amarelos, que me iluminam com um sorriso que começa nos olhos e transmite pelo corpo todo. E assim vou fazendo para não me afogar com tanta água caindo... Um obrigada aos meus "sóis particulares".


terça-feira, 25 de junho de 2013

Vivemos tempos muito estranhos. Assustadores, para ser mais preciso.


Olá, tudo bem netinhos? 
Bom, estamos em período de experiencia aqui no blog. É o seguinte, sabemos que temos leitores que escrevem e nem sempre possuem um blog ou algo do tipo, e que escrevem super bem...
Por esse motivo, pensamos em abrir a tag "Reticencias de Anica" para vocês. Caso alguém se interesse é simples, basta encaminhar um e-mail para o donaanica@gmail.com com seu texto e imagem. Lembrando que o assunto pode ser a respeito de qualquer tema, desde que não ofenda a ninguém
Tivemos nosso primeiro contato e o assunto foi muito bem escrito. O texto foi votado e aprovado por nós netinhos, assim, resolvemos posta-lo. 
O texto a seguir é do nosso leitor Andrei Viana . Ele cursa o terceiro ano de História na cidade de Cuiba - MT, tem 20 anos e é de uma mente crítica e inteligente sobre o que diz. Confiram:

Vivemos tempos muito estranhos. 
Assustadores, para ser mais preciso.


Como historiador aprendi a lidar com os processos históricos, e mesmo o senso comum ache que a Historia é somente o estudo  do passado, o presente se faz cada vez mais indispensável para o historiador.
Olhando para o passado e investigando alguns processos, fazendo novas perguntas, criando novas problemáticas  ficam claras algumas contradições.
Um caso recente que me chamou muito a atenção foi a legalização do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo na França. Mas o chocante desse caso foi a multidão que protestou com veemência para que essa decisão fosse barrada. 

Aí eu reflito um pouco sobre a história da França: um país que inaugurou conceitos como cidadania e direitos civis, através de uma revolução que sacudiu o planeta no século XVIII. Revolução tão poderosa que moldou os pilares da contemporaneidade no que se refere aos direitos de igualdade. 

Será que esse passado de certa forma "recente" não faz mais nenhuma diferença? Mas não precisamos ir muito longe. 

O nosso Brasil parece que resolveu seguir seu Hino e deitar-se eternamente em berço esplêndido. Recentemente ouvi uma amiga se queixando da falta de respeito dos funcionários da universidade para com as meninas. E um outro colega respondeu que "o machismo já está aí uns 10 mil anos e assim será mantido, mexer com mulheres faz parte da cultura brasileira e que reclamar não ia dar em nada". Parece que toda a forma de desrespeito passou a ser naturalizada, conformizada. E a televisão e internet também não ajudam muito. Os "humoristas" tem um prazer mórbido em fazer piada dos grupos oprimidos em vez dos opressores, e questionar o politicamente correto. 

Talvez isso seja um reflexo da falsa ideia de que a tecnologia tem aproximado as pessoas, e que tem promovido tolerância. Pois não se enganem com isso, porque parece que é justamente o oposto que tem imperado. 

Não é difícil encontrar no famigerado Facebook, grupos organizados assumidamente machistas, homofóbicos e racistas. Uma das formas utilizadas por esses grupos para desqualificar movimentos de paz, é tirar-lhes o caráter de utilidade. É bem comum ouvir populares dizendo que uma Marchas das Vadias por exemplo, é algo desnecessário. E isso nada mais é que alienação. 
O tempo que vivemos é assustador exatamente pela quantidade de informação que nos é disposta, e ainda assim a intolerância e o conservadorismo tem conseguido visibilidade, recrutado novas mentes e ampliado sua rede da maldade. Isso inclusive inviabiliza o trabalho de profissionais do livre pensamento. 
O que preocupa é a deturpação da liberdade de expressão, que para os opressores tem sido trabalhado com esmero na sua catequização incessante de novos adeptos ao discurso da ofensa livre. 
No passo que estamos caminhando, dá até medo de tornar pública uma reflexão como essa.

domingo, 2 de junho de 2013

Luz. Câmera. Ação!



Domingo é um dia pelo qual todo mundo está praticamente jogado na cama, no sofá, no puff, seja onde for. Dia oficial da preguiça more! Normalmente ficamos assistindo as milhões de coisas chatas que passam na televisão, a partir disso tive uma fabulosa ideia: 'Que tal dar dicas de filmes?' Ultimamente tenho assistido muito filme bom. Outros que eu tenho raiva de ter perdido um tempo da minha vida assistindo. Então vou dar dicas de  filmes pra vocês. Prometo ser bem sincero sobre o que eu achei dos filmes que vou assistir durante a semana. E ah, lembrando que cada um tem o direito de achar o que quiser sobre o filme, afinal, cada um tem sua opinião, certo? Pois bem, hoje é um Café diferente. Meio europeu. Super chique! Com direito à filminhos bons e tudo mais. Hoje, vou comentar sobre três filmes nacionais que são lançamentos - ou já foram. 


Somos Tão Jovens.

Ish. Sim, eu começo com um ish. E dos grandes. Eu esperava uma coisa do filme, que contasse como foi a vida do Renato e tudo mais. Só que o filme só passa uma parte da vida dele. E uma parte tão apenas 'Legião Urbana'. A vida do Renato Russo não é só Legião Urbana. Acaba parecendo um musical. Toda hora eles vinculam a música com o script. Quando começa tocar Eduardo e Mônica, me deu vontade me jogar do quinto andar. Na minha mera opinião, se usassem as músicas de modo mais suave, as coisas se encaixariam mais bonitinho. Esse filme foi super bem falado e está sendo. Poxa, mais de um milhão e quinhentos mil espectadores. MAS ENFIM. Talvez só eu do mundo que não gostei mesmo. Ou sou um de vários. Faltou alguma coisa, sabe? Aquele filme do Cazuza foi tão bom e é tão simples. Os atores desse filme não são os melhores também, talvez seja isso.


Era Uma Vez Eu, Verônica

O melhor filme nacional que eu já assisti esse ano até agora. Muito bom. O filme é de 2012, porém não é um dos filmes que se vê comercial na TV e tudo mais. Super simples, muito bem filmado. Só elogios. A história acontece com a Verônica que é recém formada em medicina, com aquele velho dilema entre jovens que passam pra fase adulta: E agora? Como agir?
Ela lida bem com isso, mesmo tendo um pai doente e aguentando um monte de problema de seus pacientes do hospital. Porém, ela é super dependente e batalhadora. Até singular demais, se for pensar em amor. A história vai acontecendo e você se apaixona. Uma delicinha de filme. Os atores são super bons. Algumas filmagens são gravadas no dia a dia mesmo. Isso que dá o ar da graça. Sonoplastia maravilinda e o texto muito bem feito. Como eu disse, só elogios. Assistam, vale a pena.
E ah, se você tem horrores a filmes que aparecem uma bundinha. Melhor não ver. Aparece até mais que uma bundinha.


Elena

Tô seco pra assistir. E mais seco ainda pra comentar sobre. Trailer maravilhoso. Comentários maravilhosos de pessoas incríveis. Minha ansiedade é gigantesca. A história parece ser muito boa. E AS MÚSICAS?
A sinopse me pareceu interessante e totalmente ligada às imagens do trailer. Esse filme vai confundir muitas mentes. Através da sinopse do site, li que Elena quer ser uma atriz de cinema. Ela tem uma irmã que com o passar do tempo, a caça de todas as formas possíveis e impossíveis. Percorre NY em cada canto procurando sua irmã. Num certo momento, não se sabe mais quem é quem. Pra ajudar, sua mãe entra no meio dessa história pra deixar esse conflito.





O trailer:

Aceito sugestões de filmes pra assistir no meio da semana, viu?  E bóra colocando a pipoca pra estourar.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Playlist - Phill Veras


Adoro conhecer músicas novas e recentemente em uma pesquisa achei o Phill Veras. Não sou muito de música brasileira, mas é possível sim encontrar exceções. Achar coisas boas e novas. O maranhense conquistou meus ouvidos e ouço constantemente o som dele agora.
O som do cara de cachinhos charmosos tem uma leveza, uma jeito relax e boêmio. Phill tem 21 anos e pelo que andei olhando ele lançou seu primeiro álbum ano passado o "Valsa e Vapor". Mais ele compõe desde seus 14 anos e cria as melodias também. Achei um tanto poética suas letras e me identificado com elas também. Ah! Se alguém tiver sugestão de música boa, adoro receber indicações #Dica

Música bônus:

 "Vou tentar furar fila e namorar Camila, cuspir na cara dela e dar-lhe o ponta-pé ♫"

Por Cami

domingo, 24 de março de 2013

O que serve de inspiração pra você?




O que serve de inspiração pra você? É isso mesmo, to falando de inspiração. É sobre o que te leva a levantar todo dia da cama e enfrentar o mundo? Convenhamos que está cada dia mais medíocre o tanto de pessoas, quanto de coisas e isso precisa logo de um fim. 

Você levanta da cama disposto a viver por você ou a viver por alguém? Ao despertar, quem você busca ver no espelho? Sua imagem ou a imagem de quem você queria ser um dia ? 
Se você se olha buscando em quem ser um dia, o que você vem fazendo para que essas mudanças ocorram dia após dia? Ou você fica sentando esperando cair do céu?  

Por mais clichê que seja eu digo, digo mesmo nós, veja bem eu disse nós; porque vejo isso como um todo; pensamos muito no "E SE"
"E SE" eu tivesse feito isso, "E SE" eu tivesse dito aquilo, "E SE" eu tivesse ido naquele lugar. 
Deixe o "E SE" pra lá, troque ele por experiências. Imagina que louco seria em um futuro - distante pra alguns e talvez próximo para outros - você sentando em uma cadeira de área com seus netos contando como você era feliz e aproveitava a vida quando jovem?! E ao invés de contar eu QUASE fui, eu QUASE falei e eu QUASE fiz, tu contar eu FUI, eu FALEI e eu FIZ, acho que seria bem mais proveitoso, não !?


O medo de viver, o medo do que os outros vão pensar acabam camuflando a vontade de se soltar, camuflando a vontade de viver.. Falar sem aspas, amar sem interrogações, sonhar com reticências VIVER sem ponto final é isso que temos que botar em prática dias pós dias, semana pós semana.

Quer saber mesmo do que precisamos? 
ExplosõesSim explosões de sentimentos, e não é só de amor não viu? Quando falo sentimento, quero cercar tudo de mais bonito que possa existir. Se a gente explode de vez em quando gritando, chorando e pedindo socorro, porque não explodir gritando a felicidade para as pessoas?!
Uma coisa eu lhe digo, a partir do momento que você grita sua felicidade a tristeza de quem ta do seu lado some, nem que seja por alguns míseros segundos. 

Então... vai ser feliz, vai!

Escrito por Jeni

quarta-feira, 20 de março de 2013

Playlist - Dia de Chuva


Bom, essa é a primeira vez que é feito um post com músicas aqui. O dia de hoje é marcado pelo inicio do Outono, uma época marcada pelo friozinho aconchegante e a chuva. Não sei vocês, mais esse clima dá uma nostalgia, uma carência, uma necessidade de carinho, edredom, café, cafuné e muito mimimi... muitas e muitas vontades. E em especial hoje me encontro assim (rs). Então uma playlist com músicas para ouvir em dias de chuvosos.


Por Cami

segunda-feira, 18 de março de 2013

Tem o certo, o errado e tem o resto.




Se torna bastante perplexo compreender tamanha variações decorrentes diariamente. Ainda me espanta muito o fato de como é possível sorrir e no minuto seguinte se sentir triste. Ultimamente não consigo entender o
porque de não demonstrar o que realmente se sente. Até onde você pode ir e dizer o que sente vontade? Imagine o quanto é deixado de aproveitar? Essa é a introspecção do medo, do incerto... tanto anseio de não ter a resposta que se deseja ouvir.
Acredito que quando existe um sentimento ou algo do gênero preso em seu interior é algo que deve ser demonstrado. Seja em palavras, gestos ou o que tiver que ser. Claro, existem sentimentos em que se é necessário pensar antes de agir. Mas, alguns (talvez a maioria) que o impulso é a maneira mais racional de se agir.
Sempre. Certas situações acontecem sem simplesmente se entender o motivo. Então viva! Nós não sabemos qual será a próxima cena a seguir. Não tente manter o controle de toda a situação.Não sabemos o que podemos ouvir. Se vai ser reciproco. Porém, diga. Diga quantas vezes achar necessário. Tudo possui limites, é bom você saber disso também. Por isso a necessidade de introspecção se torna importante.

BOOM! Uma explosão de sentimentos percorre por seu corpo. Para cada momento um aprendizado. Para cada momento uma forma [nova] de proteção. Tudo tende a ficar mais intenso com o passar dos dias. Tudo tende a ser mais colorido quando se ouve o que quer. É um estado que pode vir a existir. Ou não. Depois de diversas reflexões busque tirar proveito do que realmente lhe fará viver. Pois a vida não possui regras. Construa o seu próprio manual com o intuito de arriscar de maneira incessante.


Ps.: O título desse texto é uma frase do saudoso Cazuza.
Por Cami


domingo, 10 de fevereiro de 2013

O Viveiro




Eu tinha um viveiro com muitos passarinhos. Um dia resolvi parar de alimentá-los. Eles secaram e morreram. Outros conseguiram fugir de suas respectivas gaiolas. Fiz isso sem dó. Eu não os queria por perto e não aguentava mais aquele monte de piu. Nem seus cantos e esguelos. Nem encantos e poesias. Por sinal, sobraram dois. Um nascera ali, outro teria vindo de longe. O que veio de longe, se alimentava e não voltava mais. Voltava sim, mas demorava pra voltar. Porém eu tinha a certeza que ele sempre iria voltar. O que nascera ali, se alimentava e conseguia fugir. Voltava também, em um determinado tempo mais rápido que o outro. Um dia resolvi prender o que eu não tinha visto crescer. Ficou um bom tempo sendo cuidado, mesmo assistindo de camarote todos os outros passarinhos morrerem ao seu redor. Eu fui frio com eles. Eu tinha o passarinho mais lindo, do canto mais alto e da penugem mais forte. Eu poderia vendê-lo ou guardá-lo só pra mim em um ato egoísta ou capitalista.
Num outro belo dia, cortei seu pescoço com uma faquinha de serra. Assim, lembrei que ainda me restava uma gaiola e um passarinho perdido por aí. Aquele que eu tinha criado desde sempre, voltou pro seu cantinho. Ali em cima na prateleira. Do lado das velas e quase perto do passarinho degolado pelo qual escondi em uma caixinha de fósforo. (...) A mesma história se repetiu. Eu o soltei e disse pra voar o mais longe possível. Como ele sabia só o caminho de volta, ele voltou. Voltava sempre. Às vezes eu o degolava, às vezes eu o alimentava.

Vezenquando eu fingia não o ver. Vezenquando eu sentia necessidade de aprisioná-lo. Sei de todos os detalhes de cada um ainda. Cada piu, cada pena de suas asas, a cor dos olhos, das garras. Sei dos outros também. Comecei escrever desde então.
Depois de um tempo, no meu viveiro nunca mais apareceram passarinhos.



p.s.1.: Deixo a janela aberta, caso algum passarinho entre. A gaiola também. O alimento e toda a parte da degolação também, caso necessário.
p.s.2.: Caso você seja um passarinho que tenha fugido pra longe, saiba que eu sinto falta de você e dos seus pius.



sábado, 26 de janeiro de 2013

Um círculo.


Sem ter em quem pensar. Minha [tola] mente se ocupa com supostos seres que seriam [mas não são] compativeis ao desejado aqui. Ah! que mente burra. Se ocupa com coisas, sim coisas a toa. Pior é quando ela decide fazer confusão. Cômico. É, assim que prefiro pensar. Pra que tornar essas tolices em um verdadeira tragédia grega?

Sim, já me prometi parar de sonhar inúmeras vezes e com essa 'promessa' vi que era mais um sonho. A imaginação toma conta da [minha] vida. Pode até parecer que não, mas existe sensibilidade. Só que foi construido um muro bem firme para que poucos ultrapassem-o. A esperança de termos encontrado algo que desejavamos acaba quando a conquistamos. Ansiamos, por algo sem fim. Criamos a idéia de que se não temos, não era pra ser. Só pra simplicar e amenizar a situação. E se temos? Queremos mais e mais, nada é suficiente.
Vivemos presos! 
Um círculo. 
Que vai rodar, rodar, rodar...
e só vai parar quando não houver mais pulsação.
Por Cami

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Uma nova teoria.




Chaplin há algum tempo atrás, plantou a ideia de que "a vida é uma peça teatral".  E eu acho que a vida se parece mais com um CIRCO! Do que com um teatro. 

 

Na maioria das vezes seu cenário não é muito bem elaborado. Mas, mesmo assim sempre foi cheio de cores vibrantes. Não contou com atores muito decentes. Uns se desmascaravam sozinhos ou algumas vezes era desmascarados pelo público insatisfeito. Porém, ela sempre foi real. Com sonhos e decepções contrastando com o ambiente mágico e encantador.
Em um circo um tanto pessoal, já me vi como apresentadora. Mostrando ao público como o espetáculo era encantador, mesmo que estivesse beirando ao fracasso.
Frustrada e irritada com as pessoas, me dediquei aos animais. Fui domadora de leões. Para ser domadora tem que ter cuidado e paciência. Tem que se entregar, se arriscar. Entrar em uma jaula com leões famintos de primeira, é suicídio. Tem que ir com calma, se dedicar a causa. Eles nunca te obedecerão se não te amarem e nunca vão te amar se não for recíproco.
Tentei a carreira de contorcionista. A vida me fez abrir um espacato, colocar os pés na cabeça e ter muita, mais muita elasticidade para lidar com em certas situações e até pessoas. Foi dolorido e mais perigoso do que ser domadora. Porém é indispensável em toda carreira. Todos deveriamos aprender a ser contorcionistas.
Já fui também trapezista. Insatisfeita com o meu próprio chão, me pendurei em cordas pouco confiáveis em busca de aventuras. Com sorte cheguei ilesa ao meu destino. Mas não supriu minhas expectativas. Senti saudades de onde eu viera. Me agarrei novamente as cordas e voltei para o lugar onde pertencia.
No circo, o espetáculo principal esta na arena. Mas o publico só ficaria satisfeito com as coisas vendidas na arquibancada. Foi o que descobri sendo vendedora de refresco. Pode até parecer insignificante essa função comparada as outras. Mas acredite é uma das mais importantes. O espectador só se sentirá feliz e satisfeito com a barriga cheia. Muitas vezes devemos pensar no bem do outro, mesmo que para isso seja preciso dar - lhe só um pouco de refresco.
Já tentei ser malabarista. Me equilibrei em fio de aço instável, tentei não cair da corda bamba da vida. Os pés ardem, as pernas doem, mais continuo em frente. Vez ou outra os furos da lona deixam entrar ventos fortes pra me desequilibrar. Olhando pra baixo vejo o publico aflito, se importam com a artista aqui. Por eles tomo fôlego e continuo a andar, não que fosse fácil o caminho até a outra base é loooongo.
Depois de apresentadora, domadora, contorcionista, trapezista, vendedora de refresco e malabarista, cheguei a função mais esperada do circo: o palhaço. Encantador o palhaço... Ele encena, exagera, brinca, se ridiculariza, faz tudo o que sonhamos em fazer sem ser chamados de idiotas. Ele tem o poder de transformar lágrimas em riso, dor em sorrisos, braços cruzados em aplausos. Mesmo tendo medo de toda sua pintura facial, ele resgata a criança interior do velhinho rabugento.
Entre todos do circo, o mágico sempre é o mais questionado. Não importa quão perfeito e lindo foi o número foi executado, o público insaciável apontará o dedo e dirá que tudo não passa de uma truque. Juramos de pé junto que não é truque e sim talento. Mesmo assim, duvidarão da nossa capacidade.  Ai vai o grande segredo de todo o mágico: não desistir! Porque um dia; uma, duas ou quem sabe mais pessoas, irão acreditar na magia e reconhecer nosso talento.
Depois de anos trabalhando nesse circo sem roteiro e sem trajeto. Acompanhada do público fiel, assim eu sigo. E para um espetáculo melhor, o mundo tem que conhecer um pouco de cada função e absorver seus truques e conhecimentos. E claro, confiar no Dono do Circo, que é o cara mais compreensivo e justo de todos. Foi Ele que fez tudo isso, Ele sim sabe como funciona. Confie Nele e continue em frente. 

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Reticências de Anica - Retrospectiva 2012


Último dia do ano e os netinhos de Anica fazem uma retrospectiva. Contando um pouquinho do que aconteceu de importante no ano deles.



Mas que ano foi esse hein?! Momentos bons e ruins vividos. Não digo que foi o meu pior ano até hoje, mas também não foi o melhor. Foi o ano em que iniciei uma nova etapa em minha vida.
Comecei a faculdade e com ela veio alguns novos amigos. Entrei na universidade com um certo receio, não sei bem o porque só sei que estava meio confusa. Porém, ao decorrer do ano o curso foi  superando minhas expectativas. 2012 também foi um ano de saudade pra mim – e isso inclui muitas pessoas e situações – perdi um companheirinho que esteve comigo desde meus  4 ou 5 anos de idade, meu cachorrinho Bendy. Mas também ganhei uma nova companheira que é digamos que um pouquinho arteira [haha] a minha Lola linda. Foi o ano também que iniciamos o blog, olha que liiiiiindo gente! Ano que me rendeu duas grandes amigas que quero levar por muito tempo comigo né Lauris e Camis [hihi] Enfim chega de melação...
Lembro-me que disse no inicio do texto que este ano não foi um dos melhores, mas também nem um dos piores, mas quer saber? Valeu a  pena cada minuto vivido ou melhor cada segundo, pois no decorrer dos dias vivenciei muitos momentos e de uma coisa eu tenho absoluta certeza aprendi muitas coisas com eles. E para esse ano que vem chegando aos pouquinhos quero que ele seja um ano onde renasça a esperança no coração de cada um. Que ressurja com ele novas ilusões, que estavam guardadas camufladinhas ali dentro de cada um de nós. Espero que seja um ano de muitas felicidades para todos. E por fim que a Paz reine nos corações das pessoas e que acabem com todas e quaisquer atribulações, mesmo sabendo ser apenas uma utopia desejo tudo isso. Quero cada dia de 2013 seja apenas de muitas alegrias.
Beijos da netinha Jeni Martins ;*



Um ano de inúmeras mudanças. Acredito que todo ano é de mudanças na verdade e esse não seria diferente.
O final da faculdade de marketing ia deixar saudade, eu já sabia. Me diverti muito com a turma esse ano. Mas o tcc apesar de bem sucedido, rendeu um imenso trabalho pra mim, pro Fer, pro nosso orientador e todos os amigos e familiares que estavam por perto. Nós dois dominamos na arte de enlouquecer. Então, sem grande saudade do tcc [rs].  Sou formada agora.
Meu último ano como estagiaria da Biblioteca Itinerante. Foi construído um laço de amizade bem bacana entre a equipe. O que fez o projeto ser bem sucedido o ano inteiro. Fui contadora de história, tatuadora, tia, amada pelas crianças... Um trabalho muito gratificante.
Realizei o maior sonho da minha vida: ir ao show do Linkin Park. Ah! Nada se compara a excelente sensação de cantar junto com a banda amada. E ter sorte de encontrar gente bacana na fila.
A analise de final de ano é tão boa. Como é gratificante relembrar 2012. Bom, não teve muito romance. Mas, tive várias risadas, bebedeiras, conselhos, choros, realizações, irmandade... Não tenho mais californianas no cabelo, fiz duas tatuagens e espero muito de 2013. Sem planos, sem simpatias, sem listas para a virada. Apenas a vontade de realizar tudo que me for proposto pela vida.
Energia positiva pra galera ai!
 Netinha Cami Seguim



É, lá se foi mais um ano. Foi uma ano bom. Um ano de mudanças, mudanças que veio para o bem. Entrei na faculdade de Publicidade & Propaganda e nela me apaixonei, ganhei até um premio de melhor texto em um projeto chamado Monólogos. 
Consegui meu primeiro trabalho na Biblioteca Itinerante - Caminhos da Sabedoria, e logo me apaixonei por ele. Mergulhei no mundo de Monteiro Lobato e nele me tornei uma Contadora de Historias. Parei de escreve no meu blog pessoal. Tive um bloqueio de criatividade. Me tornei uma netinha de Anica. Conheci pessoas maravilhosas nesses 12 meses que se passaram. Descobri mundos incríveis, que pessoas incríveis vivem neles. Perdi minha grande companheira nesse ano, minha cachorrinha Teca. Tive  minhas melhores bebedeiras, minhas melhores risadas, minhas melhores historias. Porém, tive as mais sentidas lagrimas. Teve noites que adormeci chorando, mas teve noites que não conseguia dormir de tanta alegria.  Me apeguei a pessoas que não me mereciam, tive algumas terapias com a "mãetroa", conheci uma Laurie que não sabia que existia. Sofri por isso. Descobri que a relação que tenho com a minha mãe é mais forte do que imaginava, ela é minha amiga.  A Teca se foi, porem a Penélope chegou, minha monstrinha. Ela foi meu calmante natural nesses últimos meses. Tive muitas vontades, me decepcionei com elas. Quase não fiz planos esse ano, somente deixei as coisas acontecerem. Acabou meio que dando certo.
O que eu pretendo fazer em 2013? Não fazer planos, muito menos listas. Não quero mais tentar controlar o futuro, to gostando mais do presente.
Beijos! Laurie Pronçate  


Finalmente 2012 acabou. Foi um ano abençoado ao meu ver. Foi tenso e intenso. Cansativo também. Tomei atitudes pelas quais eu machuquei bastante gente, e me machuquei também.
Me esforcei mais nos estudos e parei com tantas gracinhas. Pensei bastante, refleti bastante, escrevi bastante, vivi bastante, beijei bastante, bebi bastante, continuei sentindo falta de quem estava muito longe - tipo quase do outro lado do mundo - vi pessoas maravilhosas entrarem na minha vida e ficarem, vi outras indo embora e voltando depois, outras só indo, por fim, eu soube aproveitar os meus dias bem e não me arrependo de nenhum vivido.

Aliás, eu nunca me arrependo do que eu faço. Fui totalmente realizado esse ano. Mudei, no meu tempo, no meu casulo, mas mudei. Fiz muitas pessoas sorrirem, mais do que chorarem. Sinal de que valeu a pena mesmo tudo o que eu fiz. Chorei, gritei, esperniei. Enxuguei, ergui a cabeça, sorri e o mais importante que eu aprendi foi: 'Durma. Deixa pra amanhã'. Aprendi a ouvir mais a minha mãe também. Aprendi gostar mais da minha família, assim como ela merece ser respeitada. Aprendi lidar com o tempo. Principalmente com o meu.. que é o mais mais mais mais mais insuportável. É isso, eu acho.

É chato essas coisas de 'faça sua retrospectiva', não gosto de passado, gosto de olhar pra frente. Por isso eu desejo primeiramente a mim mesmo que tudo ano que vem permaneça tão bom quanto foi esse ano. Que eu tenha um ótimo emprego assim como eu tive, que eu encontre pessoas totalmente agradáveis assim como encontrei, que eu cresça muito mais do que cresci e viva sessenta e duas vezes mais intensamente do que eu vivi. Muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender. E todo o resto da musiquinha.. hahahaha
Bom, pra vocês.. eu desejo os seus desejos! Que eles se realizem e que você tire a bunda da cadeira e faça-os acontecer! Não espera cair do céu, meu bem. Vai atrás, soa, ame, corra, mate e morra se necessário. Mas é isso aí, já que o mundo não acabou, que todo mundo saiba aproveitar o restinho que ainda existe.
Cuidem-se! 

sábado, 24 de novembro de 2012

Oportunidades passadas


Acredito que todos já chegaram a conhecer uma pessoa que te irrite com a suposta desculpa de diversão. Mas, será mesmo que ela faz isso por diversão? Ou será ainda que ela tenta ser como você? Será mesmo que essa pessoa vê diversão em te provocar ou existe uma certa inveja? Fazer aquilo que teve vontade e não fez. Por falta de coragem ou até mesmo por falta de oportunidade da vida.

Uma mãe sonha com que o filho seja médico, advogado... Ela não esta tentado se realizar em seu filho? Muitas delas não tiveram as mesmas oportunidades que seus filhos possuem hoje. Qual a reação delas? Fazer com que o filho se torne aquilo que ela não foi. Tentar realizar o seu sonho antigo em alguém mais novo.

A mesma coisa acontece com essa pessoa que te provoca. Talvez ela não seja realizada com algo e vê você como um alvo para provocar ou viver aquilo que não pode. Ou talvez ela tenha parado em uma fase de sua vida e não quer crescer (não fisicamente, intelectualmente), porque vamos combinar, não deve ser nada fácil envelhecer! Quem não queria voltar nos seus 18 anos de idade e viver loucamente e intensamente como antes? Vamos crescendo e perdendo a loucura de quando eramos jovens. Mais claro, que tudo tem a ver com o amadurecimento, coisa que muitos não conseguem, quer dizer, não querem encarar a velhice como um processo da vida.

Quantas vezes não vemos mulheres de idade pagando de gatinhas na balada ou até mesmo mães competindo com filhas para ver quem é a mais bonita?! Será que não percebem que sua vez já passou e agora a hora de "brilhar" é de sua filha? Isso é medo de envelhecer. Medo do fim, do final do túnel ou chamem como quiser. O que devemos entender é que existe um tempo pra cada fase da vida e as pessoas empacam e não saem nem com reza braba, porém eu acredito que envelhecer tem seu lado bom, como diz minha patroa: "existe um lado bom pra tudo, basta querer enxergar".

Por Laurie

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Verdadeira Riqueza




Certo dia me perguntaram o que eu mais admirava... Pensei em tantas coisas, pensei primeiro em Deus pois sem ele não somos absolutamente nada, porém continuei pensando e então   
veio-me inúmeras coisas e pessoas em mente, veio o amor. Sim, como não admira-lo? Por mais que tenhamos sofrido alguma vezes pelo mesmo, ele não deixa de ser algo encantador, se amamos é por um motivo muito forte, então é impossível não admira-lo.
Pensei na amizade, poxa vida como é bom ter amigos. Mais veja bem, disse amigos aqueles que estão sempre ao seu lado independente do momento, seja ele bom ou ruim, porque colegas vish... São inúmeros, alguns muito interesseiros, outros nem tanto. 
Mentalizei a saudade. Sim eu admiro a saudade, por que sem saudade não há lembrança e a lembrança meu caro, é algo inestimável algo que nos faz recordar de momentos bons e talvez ruins, como a partida desta para melhor de alguém muito querido. 
Pensei na esperança, como é bom ter esperança não é mesmo!? Até porque é uma espécie de incetivo para corrermos atrás dos nossos desejos. Lembrei também da dignidade e da honestidade sem elas somos pessoas pobres podendo até ser comparados com  lixo. Tá certo que com dignidade e honestidade talvez não conseguimos mudar o mundo, mas te garanto será um canalha a menos a cada um que usufruir dessas dádivas. 
Pensei no humor que vem acompanhado da felicidade. Ah! como é bom ser feliz. Como é bom o riso diário. E vou lhe contar um segredo, descobri que a felicidade tem reticências sem fim, que boa notícia né? 


Não deixei de pensar em coisas ruins. Mesmo que eu não as admire, não posso fechar meus olhos para isso. Pensei sim na inveja, na raiva, na vingança, na ira, no orgulho, na preguiça. Refleti sobre tudo ou melhor em quase tudo, pois eles infelizmente fazem parte do nosso dia a dia e por mais fúteis que eles sejam, ainda existe pessoas que insistem no fato de levar consigo essas coisas ruins e acabam assim machucando tantas pessoas. Mais chega de pensar nisso já foi, já passou. UFAA!
Pensei, pensei e continuei pensando. Olhei para a pessoa que havia me perguntado o que eu mais admirava e foi com um enorme nó na garganta que respondi com exatidão, "o que eu mais admiro é a FAMÍLIA ". Meus olhos se encheram de lágrimas até que uma escorreu pelo meu rosto, enxuguei-a e senti que embora não precisasse de explicação, tamanha admiração eu precisava comentar. Olhei para o chão e comecei a falar: "A família é simplesmente tudo em minha vida. Mesmo que tenha algumas desavenças e brigas eu seria incapaz de viver sem eles. Que família não briga? Que família não se desentende?"

Não é nada fácil conviver com seres humanos que pensam de forma diferente de nós. Concordo sim, que devemos relevar, evitar a discussão, evitar os conflitos mais vamos enxergar esses conflitos de forma positiva, algumas vezes, veja bem, eu disse algumas vezes, é em meio a discussão que vemos o quanto amamos aquela pessoa. A minha família  é algo em minha vida que fortuna nenhuma compra. Que nada nesse mundo poderá substituir, eu sei que minha família não é eterna e isso de certa forma me dói muito, me corrói por dentro, mas evito pensar no futuro, quero pensar apenas no presente e agradeço a Deus por ter me dado a maior fortuna de todos os tempos, a minha família, a minha vida.

Por Jeni